Quanto custa montar um e-commerce de verdade
Você pede três orçamentos para montar sua loja online e recebe três respostas que não conversam entre si: um freelancer cobra R$ 800, uma plataforma promete loja “grátis” em cinco minutos e uma agência manda proposta de R$ 20 mil. Como decidir, se ninguém explica direito o que está incluso em cada preço? Essa confusão trava mais projetos de e-commerce do que a falta de dinheiro — e ela tem explicação.
Por que os orçamentos variam tanto
Porque cada proposta está vendendo uma coisa diferente com o mesmo nome:
- O barato demais geralmente é um template pronto com a sua logo em cima: nada foi pensado para o seu negócio, e qualquer ajuste futuro vira cobrança nova — ou silêncio no WhatsApp;
- O “grátis” das plataformas se paga em mensalidade, taxa sobre cada venda e limitação de recursos; sua loja fica parecida com milhares de outras e as regras do jogo nunca são suas;
- O caro demais costuma embutir escopo que o pequeno negócio não precisa agora: integrações complexas, funcionalidades de operação grande e muitas horas de reunião.
Nenhuma faixa é errada por natureza. O problema é comprar sem saber o que vem dentro da caixa.
O que precisa estar incluso num e-commerce de verdade
Antes de comparar preço, compare entrega. Uma loja online pronta para vender inclui, no mínimo:
- Design próprio e identidade visual: logotipo, cores e tipografia coerentes, não um tema genérico reaproveitado;
- Site rápido no celular, onde acontece a maior parte das compras;
- Catálogo organizado, com fotos, variações e controle de estoque;
- Checkout com Pix e cartão parcelado testado de ponta a ponta;
- Cálculo de frete e opção de retirada, quando existe loja física;
- Domínio próprio e configuração básica de SEO, para a loja ser encontrada no Google;
- Treinamento para você mesmo cadastrar produto e acompanhar pedidos, sem depender de ninguém para o dia a dia.
Se a proposta não deixa esses itens explícitos, desconfie: o barato tende a sair caro logo na primeira semana de operação.
Os custos que continuam depois do lançamento
Montar a loja é o investimento inicial; mantê-la no ar tem custos recorrentes que precisam entrar na conta desde o começo: o domínio (pago por ano), a hospedagem ou mensalidade de plataforma, as taxas do meio de pagamento (cobradas por transação em qualquer solução do mercado) e, se você quiser tranquilidade, uma manutenção profissional para atualizações, ajustes e melhorias contínuas. Nada disso é impeditivo — o que não pode acontecer é descobrir esses custos depois, com a loja no ar e o orçamento estourado.
Onde economizar — e onde nunca
Pense numa padaria que decide vender cestas de café da manhã e encomendas de festa pelo site. Ela pode economizar começando com poucos produtos, fotografando com o próprio celular em luz natural e divulgando primeiro para a base de clientes que já tem. O que ela não pode economizar: na velocidade do site (cesta de café da manhã é compra de impulso, e página lenta mata o impulso), no checkout (pedido de presente não pode dar erro na véspera) e na aparência (ninguém encomenda comida de um site que parece abandonado). A regra vale para qualquer ramo: corte custo no que é adiável, nunca no que sustenta a confiança de quem está pagando sem ver o produto de perto.
Na Montan, a condição vigente é o Programa de Lançamento: site profissional de uma página por R$ 1.500 — R$ 1.400 no Pix à vista ou R$ 500 de entrada, limitado a 12 projetos por ciclo. E-commerce, aplicativo, sistema, identidade visual completa e manutenção mensal são contratados à parte, sob orçamento.
Precisa disso funcionando?
Conte o cenário. Se não fizer sentido, a gente diz antes de você gastar.