Frete e entrega no e-commerce pequeno: como não perder margem
Você fecha uma venda de R$ 89 na loja virtual e comemora. Aí faz a conta: o produto custou R$ 45, a embalagem levou R$ 4, a taxa do cartão mordeu mais um pouco — e o frete que você anunciou como grátis saiu por R$ 26. Sobrou troco. Esse é o vazamento silencioso do e-commerce pequeno: a entrega. Tem loja quebrando com o faturamento crescendo, porque cada pedido enviado carrega junto um pedaço de margem que ninguém calculou.
O frete não é detalhe: é um dos seus maiores custos
Em muitos e-commerces pequenos, o gasto com entrega só perde para o custo do próprio produto. Mesmo assim, é comum o dono definir a política de frete no chute: copia o concorrente grande, promete frete grátis para não perder a venda e torce para compensar no volume. O problema é que o concorrente grande negocia contratos de logística que você não tem. Copiar a política dele pagando o seu custo é prejuízo programado.
Faça a conta completa — ela é maior do que parece
Custo de entrega não é só o valor da etiqueta. Some tudo o que sai do caixa para o pedido chegar à casa do cliente:
- Frete em si: Correios, transportadora ou motoboy;
- Embalagem: caixa, fita, plástico-bolha e preenchimento;
- Tempo: alguém precisa embalar, emitir etiqueta e despachar;
- Perdas: extravios, devoluções e reenvios entram na média;
- Mimos: cartãozinho, adesivo e brinde também custam.
Divida esse total pelo número de pedidos do mês e você descobre o custo real por entrega. É esse número que a sua política de frete precisa cobrir — não o valor que aparece na calculadora dos Correios.
Cinco políticas de frete que protegem a margem
- Frete grátis com pedido mínimo: coloque a régua acima do seu ticket médio. Se o cliente gasta em média R$ 90, ofereça grátis a partir de R$ 129 — você aumenta o pedido em vez de pagar para vender;
- Frete parcialmente embutido: um pequeno ajuste no preço dos produtos banca parte da entrega e evita susto no checkout;
- Tabela por região: cobre barato onde é barato entregar e o valor justo onde é caro, em vez de uma média única que pune todo mundo;
- Frete fixo: um valor único, fácil de comunicar, calculado sobre o seu custo médio real — e revisado a cada trimestre;
- Retirada no balcão: custo zero de entrega e ainda leva o cliente até a loja física, onde ele quase sempre acaba levando mais alguma coisa.
Entrega local: a vantagem que a loja grande não tem
Se boa parte dos seus clientes mora na sua cidade, você tem algo que marketplace nenhum oferece: velocidade de vizinho. Pense numa loja de roupa de bairro que vende pelo site. Um motoboy entrega no mesmo dia por menos do que custa um Sedex — e isso vira argumento de venda na página do produto: comprou até as 14h, recebe hoje. Para quem precisa da peça para o fim de semana, isso vale mais do que um frete grátis que demora uma semana inteira.
No site, essa política precisa aparecer do jeito certo: cálculo de frete por CEP na página do produto, opção de retirada bem visível e prazo real em destaque antes do pagamento. Frete surpresa na última etapa do checkout é o jeito mais rápido de transformar um carrinho cheio em venda perdida.
Na Montan, a condição vigente é o Programa de Lançamento: site profissional de uma página por R$ 1.500 — R$ 1.400 no Pix à vista ou R$ 500 de entrada, limitado a 12 projetos por ciclo. E-commerce, aplicativo, sistema, identidade visual completa e manutenção mensal são contratados à parte, sob orçamento.
Precisa disso funcionando?
Conte o cenário. Se não fizer sentido, a gente diz antes de você gastar.